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     Muitos pais brincam com esta questão… “mas os filhos podiam vir com receita, com manual, com garantia”… e assim vai. Mas sabe que podemos sim ter uma receita básica de como criar nossos filhos? Podemos dizer que uma criança necessita de cuidados que são universais, que são iguais para todas.  Você deve estar se perguntando, “Como assim?” Eu vou explicar.

     Toda criança precisa receber durante o seu desenvolvimento duas funções: a materna e a paterna. De forma geral, podemos resumir essas funções assim:

Função Materna: aconchego, toque, colo, abraço, beijo, carinho, canção de ninar, brincadeira, paciência, tolerância, compreensão, motivação.

Função Paterna: limite, regras, deveres, combinados, proteção, segurança, cobrança, ordem, respeito, valores morais, responsabilidade.

     Resumidamente, temos duas funções: a do amor e a do limite. Estas duas devem estar equilibradas, pois a criança necessita das duas na mesma intensidade. Se pender mais para um lado, poderá ocasionar problemas no futuro.

     A função materna geralmente é realizada pela mãe, assim como a paterna pelo pai. É muito comum  quando uma criança faz algo errado, a mãe falar: “Deixa teu pai chegar que vou falar com ele”; mesmo que ela já tenha repreendido. Depois o pai chega, fala firme com a criança (limite), e esta chora, a mãe fica logo com peninha e pega no colo (amorosidade).

    Queremos deixar claro, que essas funções podem estar trocadas, o pai realizando a função materna e a mãe a paterna, mas isso não tem problema algum. Assim como outras pessoas podem estar realizando essas funções, um avô faz a função paterna, por exemplo, quando a criança, por algum motivo, não tem o pai presente. O importante é que ela receba as duas funções. Pode acontecer outra situação também, a qual é muito comum nos dias de hoje: a mãe solteira ou pai solteiro. A mesma pessoa pode estar realizando as duas funções, sendo amoroso e também sabendo impor limites. É muito mais difícil, mas nestas situações onde se cria um filho sozinho, é natural que a pessoa consiga pela necessidade.

      Importante também deixarmos claro, que não é porque a função paterna que é a de impor limites e regras, que a mãe não deve limitar a criança quando necessário. Lembrando que o melhor é que a criança seja retomada por um comportamento inadequado na hora em que ele acontece, e muitas vezes o pai não está presente. Da mesma forma, o pai deve ser amoroso, brincar com a criança, abraça-la para que a criança possa se sentir amada também por ele.

 

Débora Nunes C. de Mendonça

Psicóloga, Especialista em Gestão Educacional e Coordenadora do

Núcleo do Instituto de Educação em Valores Humanos de Curitiba 

alineamachado@gmail.com